Jean Dufaux

Argumentista
(Bélgica) Ninove, 7 de Junho de 1949


Jean Dufaux é um escritor prolífico de BD. Fascinado por cinema, frequenta cursos de artes cinematográficas, que viria a influenciá-lo posteriormente nos seus argumentos de BD.  Dufaux faz o seu trabalho primeiro para a revista Tintin, onde se junta ao desenhador  Renaud. Para a revista Tintin, ele co-escreve Trio de Damas  com Jean-Luc Vernal para o desenho de Renaud. Em 1987, Renaud e Dufaux iniciam a série Jessica Blandy para a editora Novedi. Dufaux expande as suas actividades no final de 1980, escrevendo histórias como Melly Brown (arte de Musquera), La Toile et la Dague (arte de Aidans) e, principalmente, a série pós-apocalíptica Beautifica Blues (arte de Griffo). Novamente com Griffo, Dufaux inicia a série C. Giacomo em 1987. Com Les Enfants de la Salamandre (arte de Renaud), Dufaux traz um elemento de fantasia à sua obra, que, mais tarde, continua em Les Jardins de la Peur (arte de Eddy Paape e Sohier). Jean Dufaux lança quatro novas séries no início de 1990: Chelsy (arte de Joris), Avel (arte de Durieux), Fox (arte de J. F. Charles) e Santiag (arte de Renaud).

Pim-Pam-Pum

Suplemento do jornal O Século
Datas de publicação:
 #1 (1925-12-01) a #2555 (1977-02-10)
Dimensões aproximadas: 205x290 mm
Cor: 2 cores, P/B
Propriedade: Jornal O Século


Séries publicadas:
Angelique, Capitão Audaz, Fantasma, Johnnie Wingco, Modesty Blaise, Sky-High, Tunga

One-shots publicados:
  • As legiões de Armínio (Les légions d'Armin), 1962, ?, #1925 a #1929
  • Carabina Juan (Carabina Juan), 1961, ?, #1934 a #1937 
  • Concessão perpétua (Concession à perpétuité), 1961, René Deynis, #1941 a #1945
  • O fantasma incendiário, ?, #1949 a #1956
  • Viriato, Baptista Mendes, #1957
  • Garcia da Orta, Baptista Mendes, #1958
  • Salvador Correia de Sá, Baptista Mendes, #1959
  • Aniceto do Rosário, Baptista Mendes, #1960
  • Chaimite, Baptista Mendes, #1961
  • Nambuangongo, Baptista Mendes, #1962
  • Olac, o gladiador (Olac, the gladiator), Franco Caprioli, #2012 a #2020
  • História da alimentação do homem, José Garcês, #2328 a #2335
  • O tesouro de Toutankamon (Le trésor du Toutankamon), Edgar Pierre Jacobs, #2341 a #2342
[actualizado em 12-2-2015]

Dick Herisson

Thriller
(França) Charlie Mensuel #21 (2ª série), Dezembro de 1983
Didier Savard (argumento e desenho)
Estreia em Portugal: Álbum Meribérica, 1989
Outras publicações: Público Júnior, Selecções BD (1ª série)


Dick Hérisson dedica-se a resolver enigmas complexos e misteriosos, sempre na companhia do jovem jornalista Jérôme Doutendieu, repórter do Petit Provençal. A acção decorre em Provence nos bons anos cinquenta do século XX.

Os Inoxidáveis


Policial
(França) Charlie Mensuel #9 (2ª série), Dezembro de 1982 - Pilote #33, Fevereiro de 1989
Victor Mora (texto) e Antonio Parras (desenho)
Estreia em Portugal: Álbum Meribérica-Líber, 1988
Outras publicações: Selecções BD (1ª série)


Os Inoxidáveis vivem no ambiente hostil e negro dos anos 20 da cidade de Chicago.
A série inicia-se com o assassínio do dono do jornal The Clarion, levando a que Mark, cronista do jornal, trave conhecimento com Golo, um capanga a soldo de uma organização de crime organizado. Após várias peripécias, Mark e Golo tornam-se verdadeiros amigos, lutando para escaparam a esse mundo sórdido, procurando uma vida tranquila e justa.

A Carroça de Thespis

Le chariot de Thespis
Western
(França) Gomme #2, Dezembro de 1981 - Circus #115, Novembro de 1987
Philippe Bonifay (argumento) e Christian Rossi (desenho)


A acção da série decorre em plena Guerra da Secessão dos EUA. Quando o conflito rebenta, Drustan, um jovem sulista, filho de um rico fazendeiro, recusa-se a combater contra aqueles que considera seus irmãos. Assim, foge na companhia de um escravo negro, encontrando Hermés, um actor ambulante em busca do assassino de sua esposa.

Lucky Luke

Western Humorístico
(França) L'Almanach Spirou 1947, 1946 - Lucky Luke, 2002
Morris (argumento e desenhos)
Outros autores: René Goscinny, Bob De Groot, Vicq, Dom Domi, Xavier Fauche, Jean Léturgie, Martin Lodewijk, Guy Vidal, Claude Guylouis (Jean-Louis Robert, Claude Klotz e Guy Vidal), Lo Hartog Van Banda, Yann, Eric Adam, Patrick Nordmann, Achdé, Laurent Gerra, Daniel Pennac, Benacquista e Jacques Pessis
Estreia em Portugal: Cavaleiro Andante #340, 5 de Julho de 1958
Outras publicações: Zorro, Nau Catrineta, Álbum Editorial Íbis, Tintin, Álbum Livraria Bertrand, Álbum Meribérica, Flecha 2000, Jornal da BD, Flecha 2000 (Diário Popular), Quadradinhos (2ª série), Álbum Correio da Manhã, Selecções BD (1ª série), Selecções BD (2ª série), Álbum Edições ASA, Álbum Público/Edições ASA

Lucky Luke é um cow-boy solitário que com o seu cavalo Jolly Jumper se cruza com as grandes figuras da história do Oeste norte-americano: Billy the Kid, os irmãos Dalton, Jesse James, Calamity Jane, Sarah Bernhardt..., assim como os grandes acontecimentos da história dos EUA, como a corrida ao ouro, as guerras com os índios, o caminho de ferro... A partir de 1955, René Goscinny assume o argumento da série até ao seu falecimento. Depois foram vários os argumentistas que trabalharam para o «cow-boy que dispara mais rápido que a própria sombra». Nos finais dos anos 80, Rantanplan, o «cão mais estúpido do Oeste» passa a ter a sua própria série e, em 1996, nasce a série Kid Lucky. Com a morte de Morris, a série continua com «As Aventuras de Lucky Luke segundo Morris».

Morris

Maurice de Bévère
Argumentista, Desenhador 
(Bélgica) Courtrai, 1 de Dezembro de 1923 - 16 de Julho de 2001

Maurice de Bévère, conhecido como Morris, é conhecido por ser o criador de Lucky Luke. O seu pseudónimo refere-se à pronúncia do seu primeiro nome.
Belga, Morris começa a desenhar nos pequenos e efémeros estúdios de animação CBA, onde conhece Peyo e André Franquin. Em 1946, cria Lucky Luke para a revista Spirou, um cowboy solitário que viaja através do Oeste selvagem com o seu cavalo Jolly Jumper.
A primeira aventura de Lucky Luke (Arizona 1880) é publicada no almanaque Spirou 1947. As primeiras 31 aventuras foram publicadas pela Dupuis, mas no final dos anos 1960, Morris transfere-se para a Dargaud e para a revista Pilote.
Morris viaja aos Estados Unidos com os seus colegas Jijé e André Franquin, onde vive durante seis anos, período em que recolhe material para mais aventuras do seu herói. Ali conhece René Goscinny, um escritor de banda desenhada francês que mais tarde escreveria as histórias do Asterix, até à sua morte, em 1977.
Ao contrário dos seus contemporâneos, Morris nunca trabalhou em muitas séries, apesar de ter feito numerosas ilustrações para histórias nos anos 40 e 50. Nos anos 90, cria a série Rantanplan, o cão mais estúpido do Oeste, que não é mais que um spin-off de Lucky Luke.

Claude Moliterni

Argumentista
(França) Paris, 21 de Novembro de 1932

Além de argumentista, Moliterni é jornalista e editor de publicações, além de um grande estudioso da banda desenhada. Em 1964, é o presidente da SOCERLID, uma associação que se dedica ao estudo da BD. Dois anos mais tarde, cria a Phénix, uma das primeiras revistas de estudos da 9ª arte, sendo redactor-chefe até 1977. Em 1967, é o comissário da exposição Bande Dessinée et figuration narrative no Museu de Artes Decorativas de Paris. É um dos precursores do Salão de Lucca e do Salão de Angoulême. No âmbito do estudo da banda desenhada, escreve, entre outras, a Encyclopédie de la bande dessinée e a Histoire mondiale de la bande dessinée. É director literário da editora Dargaud. Na faceta de argumentista de BD, cria Scarlett Dream, Agar e Orion para Robert Gigi. Em 1968, escreve a série Amik para Claude le Gallo para a revista Tintin. Em 1976, lança Taar com desenhos de Brocal-Remohi e a série policial Harry Chase com Walter Fahrer. A partir de 1977, com desenhos de Jesus Blasco, adapta a Bíblia à banda desenhada, a  Histoire du socialisme com Paul Gillon e a biografia de Charles de Gaulle com Victor de la Fuente. Em 1986, escreve Os Patriarcas para Brocal-Remohi  e Hérode para Jean-Marie Ruffiaux. Em 1990, com Pierre Dupuis e Thierry Roland concebe A Aventura Olímpica.

Amigos do Livro

Editora: Extinta

Séries publicadas em Portugal:
Agente 327, Danny Doodle, Johnny Goodbye, Storm

[actualizado em 22-12-2014]

Martin Lodewijk

Argumentista, Desenhador
(Holanda) 30 de Abril de 1939

Martin Lodewijk começa a sua carreira na editora ATH, onde elabora dois livros de Babel en Knetterton. Desenha o herói pirata Arent Brandt (mais tarde renomeado para Captain Kidd).Em seguida, é convidado a assumir Frank, de Vliegende Hollander no jornal de Piet Wijn. Depois de um ano, desiste da BD, ingressando na arte publicitária. Após seis anos, Ian Kruis aconselha-o a voltar à BD, criando o Agente 327 na revista Pep em 1966. Depois de várias histórias curtas, Lodewijk cria a primeira aventura longa em 1968. Expande as suas actividades na revista Pep, escrevendo argumentos para outros artistas. Cria o gangster Johnny Goodbye com Dino Attanasio, bem como Bernard Voorzichtig - Ti voor Twee com Jippes Daan. Quando em 1976 as revistas Pep e Sjors se fundiram para nascer a Eppo, Lodewijk torna-se editor-chefe, juntamente com Frits van der Heide. Assume a escrita de Storm, uma série de ficção científica (arte por Don Lawrence), e começa a Jennifer Jones, com Eric Heuvel. Em 1978, ganha o Stripschapsprijs - o grande prémio holandês para os artistas de BD. Além de criar histórias em BD, realiza vários trabalhos comerciais, como uma série de animais que riem para o Jardim Zoológico de Amesterdão. Depois de uma longa ausência, Martin Lodewijk inicia em 2000 uma nova série do Agente 327 no jornal holandês Algemeen Dagblad. Em 2003, inicia a série de a série de mangá holandês Quark com o artista Adri van Kooten. Lodewijk e Claus D. Scholz são apontados como os novos autores de De Rode Ridder, após a morte de Karel Biddeloo em 2004. Lodewijk é nomeado Cavaleiro da Ordem de Orange-Nassau (Ridder em de Orde van Oranje-Nassau).

Colecção «Navegadores Portugueses»



Editora: Edições ASA
  1. Bartolomeu Dias, José Garcês e Carmo Reis [1988]
  2. Infante D. Henrique, Baptista Mendes e Margarida Brandão [1989]
[actualizado em 30-11-2014]

Colecção «Antologia da Banda Desenhada Portuguesa»

 
Editora: Editorial Pública
  1. Ubirajara, 1956, José Ruy [1982] [1]
  2. Beau Gest, Fernando Bento, 1952 [1982]
  3. Eurico, o presbítero, José Garcês, 1955 [1983]
  4. Por mares nunca dantes navegados... [colectânea] [1983]
  5. Com a a pena e com a espada... Camões e Afonso de Albuquerque, Fernando Bento e Adolfo Simões Muller, 1950/1951 [1983]
  6. A caminho do Oriente I, Eduardo Teixeira Coelho, 1946 [1983]
  7. A caminho do Oriente II, Eduardo Teixeira Coelho, 1946 [1983]
  8. A caminho do Oriente III, Eduardo Teixeira Coelho, 1946 [1983]
  9. A caminho do Oriente IV, Eduardo Teixeira Coelho, 1947 [1983]
  10. A caminho do Oriente V, Eduardo Teixeira Coelho, 1947 [1983]
  11. A caminho do Oriente VI, Eduardo Teixeira Coelho, 1947 [1983]
  12. Aventuras de 4 lusitanos e 1 porca, José Ruy e Paulo Madeira, 1972 [1984]
  13. Nos mares da China, Vítor Péon, 1962 [1985] [2]
  14. Aventuras de D. João e Cebolinha, Artur Correia, 1956 [1985]
  15. A ala dos namorados, José Manuel Soares e Artur Varatojo, 1956 [1985][3]
  16. Luz do Oriente, Augusto Trigo e Jorge Magalhães [1986][4]
  17. Falcão Negro - O filho de Jim West, Eduardo Teixeira Coelho, 1946 [1987]
  18. Tomahawk Tom - O espírito de Manitu, Vítor Péon [1987]
  19. O anel da rainha de Sabá, Fernando Bento, 1953 [1988]
  20. Homens do Oeste, José Pires, 1980 [1989] [5]
  21. A torre de D. Ramires, Eduardo Teixeira Coelho, 1950 [1989]
[1] + A mensagem, 1956+A pista dos elefantes,1956+A vida romanceada de Gutemberg, 1954
[2] + As viagens de Diogo Cão, 1968
[3] + De Angola à contracosta - A viagem aventurosa de Capelo e Ivens, 1958
[4] + O  visitante maldito
[5] + O último prato de Tenton Gant, 1961+Fumo de pólvora em Gallows Crossing, 1962

[actualizado em 30-11-2014]

Bip-Bip

Datas de publicação:
#1 (4 de Maio de 1961) a #34 (25 de Agosto de 1962)
Dimensões aproximadas: 210x300 mm

Cor: P/B, 4 cores

Propriedade: ENP - Empresa Nacional de Publicidade

Nota: Começou como suplemento do Foguetão até ao nº 6, tendo passado depois para suplemento do Cavaleiro Andante (nº 502) onde foi saindo, irregularmente, até ao nº 34. Era uma revista patrocinada pela BP - Companhia de Petróleo.

Francisco Hidalgo

Yves Roy
Desenhador, Argumentista
(Espanha) Jaén, 17 de Maio de 1929 - Paris, 25 de Julho de 2009

Francisco Hidalgo é da região da Andaluzia, mas estuda artes plásticas em Madrid, Barcelona e Paris. Embora se torne famoso pelo seu trabalho como fotógrafo, inicia a sua carreira como artista de BD. Por vezes, usando o pseudónimo Yves Roy, começa a desenhar para as revistas Gran Chicos e Chicos. A partir de 1948, adapta os romances policiais de Rafael González na série Dr. Niebla. Escritos inicialmente por Silver Kane e, mais tarde, por Victor Mora, a série continua até 1959 nas revistas Superpulgarcito e Le Supplemento de Historietas de DDT. Hidalgo também desenha a série Dick Tober para a Acotan, bem como Angel Audaz em Nuevo Coyotte. Em meados dos anos 50, emigra para França, onde começa a fazer BD para a Spirou e Pierrot (El Libertador Zalta). Com o escritor Guy Hempay, cria a série Blason d'Argent em Coeurs Vaillants em 1957. A série foi, posteriormente, continuada por Guy Mouminoux.
As suas séries mais famosas são Bob Mallard, que aparece na Vaillant com textos de Jean Sanitas e Teddy Ted, uma série para a qual desenha os três primeiros episódios com argumentos de Roger Lécureux. Na revista Pilote, Hidalgo ilustra vários contos, bem como a série Luc Lancier - Protótipo 2000 e Murat Éric. O seu trabalho também é publicado na Record (Jack de Minuit, escrita por Jacques Lob) e Chouchou (Pat Patrick et la Dame de Hong Kong). No final dos anos 60, abandona a BD e dedica o seu tempo à fotografia, onde ganha fama na década de 70 e 80 com as suas imagens de cidades famosas como Paris, Nova York, Londres e Veneza.

Roger Lécureux

Argumentista
(França) Paris, 7 de Abril de 1925 - Itteville, 31 de Dezembro de 1999 


Lécureux começa a trabalhar para a revista Vaillant em 1945, tornando-se responsável pela secção de assinaturas. De imediato, escreve a sua primeira história para BD: Fifi Gars du Maquis com desenhos de Auguste Liquois. Em Dezembro de 1945, cria, talvez, a sua série com mais sucesso no Vaillant: Os Pioneiros da Esperança, desenhada por Raymond Poïvet. A série dura até 1973. Paralelamente, cria outra séries como Nasdine Hodja (desenhos de Bastardo René, R. Violeta e Pierre Leguen), Lynx Blanc (arte de Claude-Henri e Paul Gillon) e Sam Billie Bill (arte de Lucien Nortier). Nas décadas de 50 e 60 cria novas séries como Fils de Chine (desenhos de Paul Gillon), Louk (Pascal e Max Lenvers), Wango (Eduardo Teixeira Coelho e Gillon), Teddy Ted (Yves Roy e Gérald Forton).
Quando a revista Vaillant altera o nome para Pif, Lécureux inicia novas séries, como Rahan (desenho de Chéret) e Capitaine Apache (Norma). Apesar de ser bastante produtivo na Vaillant / Pif, Lécureux também trabalha para a grande imprensa, nomeadamente no L'Humanité, trabalhando principalmente com artistas da equipa Vaillant, como Claude-Henri, Deynis René e Jean Cézard, mas também com Pellos . Em 1994, inicia o Le Petit Rahan, um spin-off da sua série de sucesso sobre o homem das cavernas Rahan, uma das séries mais populares da Pif Gadget. 

Felícissimo Coria

Desenhador
(Espanha) Palencia, 10 de Janeiro de 1948


Félicísimo Coria aprende a desenhar BD com o seu cunhado, William Vance, ajudando-o nas séries Ringo, Bruno Brasil e Bob Morane. Juntamente com Vance e o escritor Lucien Meys, cria, em 1971, a série Mongwy para a revista Femmes d'Aujourd'hui. Coria colabora na revista Tintin com várias histórias curtas com argumentos de Stephen Desberg. Em 1979, assume o desenho da série de Henri Vernes, Bob Morane. Além da BD, Coria está presente na pintura e na fotografia.

Agência Portuguesa de Revistas

Estado: Inactiva

Veja a sua história em www.historia.com.pt/APR/APRindex.htm









Séries publicadas:
Grandes Batalhas da História (As), Flash Gordon, Guerra das Estrelas (A), Homem-Aranha, John Carter de Marte, MandrakeMathai-Dor, Mickey, Náufragos do Tempo (Os), Príncipe Valente, Quatro Fantásticos (Os), Tarzan

One-shots publicados:
  • Camões, vida aventurosa, Carlos Alberto e José Oliveira Cosme [1972]
  • Camões aos quadradinhos, Rui Pimentel e Jorge Serrão [1974]
  • O quebra-nozes, A. Rue [1975]
  • Alice no país das maravilhas, ? [1975]
  • Gulliver entre os gigantes, ? [1975]
  • A escrava Isaura, José Geraldo [1976]
  • Gabriela, cravo e canela, ? [1977]
  • Encontros imediatos do 3º grau, Walter Simonson  e Archie Godwin [1978]
[actualizado em 3-5-2015]

Paul Gillon

Argumentista, Desenhador
(França) Paris, 11 de Maio de 1926 - Amiens, 21 de Maio de 2011

Nascido em Paris, Paul Gillon estreia-se com a idade de 14 anos, fazendo ilustrações de capa e caricaturas de artistas da música, teatro e cinema para a Samedi-Soir, France Dimanche e Gavroche. Em 1947, começa a trabalhar para a revista Vaillant, onde assume séries como Lynx Blanc (de Bob Sim), Cormoran (de Lucien Nortier) e Wango (de Eduardo Teixeira Coelho), escritas por Roger Lécureux ou Jean Ollivier.
Além disso, cria séries de sua autoria, como Fils de Chine (1950-53) e Jérémie (1968). A partir de 1949, está presente nos periódicos 34 Caméra, Femmes d'Aujourd'hui, Rêves e Radar com várias histórias curtas.
Em 1959, inicia a tira diária, 13, Rue de l'Espoir, com argumentos de Jacques e François Gall, sendo publicada no France-Soir até 1972. Desde 1961, colabora no Le Journal de Mickey, onde faz adaptações em BD de séries de televisão e filmes, como Le Temps des Copains, Le Fantôme de Barbe-Noir, Teva e Notre Dame de Paris.
Em 1964, Gillon inicia a saga futurista Os Náufragos dos Tempos com o escritor Jean-Claude Forest. A série, uma obra-prima da BD europeia, é inicialmente publicada em Chouchou, mas após o desaparecimento desta revista, passa para o France-Soir. Gillon assume o argumento da série em 1977, quando faz a sua aparição na Métal Hurlant. Para a mesma revista, Gillon produziu Les Leviatãs e várias histórias de ficção científica.
Gillon ilustra, em 1977, o histórico L'Histoire du Socialisme en France, com argumento de Moliterni. Em 1985, Gillon aparece na revista Vecu com Au Nom de tous les Miens (argumento de Patrick Cothias). Para L'echo des Savanes, faz a série pós-apocalíptica erótica La Survivante em quatro episódios. Também para L'Echo, produz a biografia em BD de Joana, a partir de 1993, bem como Le Contrat em 2000.
Gillon junta-se com o escritor Denis La Piere em meados dos anos 90 para fazer La Dernière des Salles obscures, que é publicado em duas partes na colecção Aire Libre da editora Dupuis em 1996 e 1998. Em 2002, faz um outro livro para essa colecção, chamada La Veuve Blanche. Nesse mesmo ano, ilustra Os Conjurados, o episódio 7 da série O Decálogo com textos de Frank Giroud, publicado pela Glénat.
Participa no projecto de Giroud para a Dupuis, Quintett, para o qual realiza o segundo tomo em 2005. Com o argumentista Richard Malka, realiza três livros da série L'Ordre de Cicerón para a Glénat entre 2004 e 2009.

Jean-Claude Forest

Argumentista, Desenhador
(França) Le Perreux-sur-Marne, 11 de Setembro de 1930 - Lagny, 30 de Dezembro de 1998

Jean-Claude Forest faz a sua estreia na editora Élan, onde desenha Le Vaisseau Hanté, Hyppolite et les Diamants de Pesetas-City. Trabalha para as revistas OK, Caméra 34 e Vaillant. Para esta última, cria a série Copyright. Ingressa em 1952 na Société Parisienne d'Édition, onde assume Charlot e inicia a série Mike Hagarth. Ao longo da década de 1950, ilustra para diversas revistas e livros de bolso.
Na segunda metade da década de 1950, desenha para a Mireille (Princesse Étoile e Cendrillon, escritas por Marijac), Suzette e Nano et Nanette. Depois de desenhar três episódios de Bicot, Forest cria, em 1962, o seu clássico Barbarella para a revista V..
Por muitos, Jean-Claude Forest é considerado o pai da BD adulta, por causa de Barbarella, podendo ser chamada a precursora do erótico em BD. A série torna-se tão famosa que Roger Vadim transforma-a num filme. Também em 1962, Forest tornou-se director artístico do Club des Bandes Dessinées.
Foi editor-chefe da revista Chouchou desde 1964, onde cria Bébé Cyanure e escreve Os Náufragos dos Tempos (desenho de Paul Gillon). Forest começa a trabalhar para a televisão e escreve poemas e canções. Além disso, produz Les Contes de la Barca Saoule para a Métal Hurlant e Fluide Glacial.
Trabalha para À Suivre desde a primeira edição da revista em Fevereiro de 1978, escrevendo os argumentos de Roman de Renart (arte de Max Cabanes) e Ici Même (arte por Jacques Tardi), além de várias histórias de sua autoria. Em 1981, escreve o episódio final de Barbarella, publicado em L'echo des Savanes e, desta vez, desenhado por Daniel Billon. Na década de 80, colabora na revista de BD Okapi.

Sirius

Max Mayeu
Argumentista, Desenhador
(Bélgica) 26 de Setembro de 1911 - (Espanha) Jávea 1 de Maio de 1997


Ainda antes de concluír a licenciatura em Direito, publica os seus primeiros desenhos em revistas estudantis, no Libre Belgique e na La Dernière Heure. Em 1938, cria para Le Patriote illustré, Bouldaldar et Colégram, que, posteriormente, é rebaptizado por Polochon noutras publicações (Bravo, La Libre Junior, Pistolin, SpirouBonnes Soirées). Em 1942, surge L'Épervier bleu nas páginas da revista Spirou, interrompida em 1953 por motivos de censura. Dois anos depois, cria Caramel et Romulus publicada no L’Espiègle au grand cœur, um suplemento da Spirou. Em 1946, desenha Godefroid de Bouillon, uma banda desenhada histórica. Em 1953, com Xavier Snoeck inicia a grande saga de Timour (34 álbuns), que conta as aventuras de uma família ao longo da história da humanidade. Na Pilote, em 1972, com Gérald Forton, cria uma série destinada a um público mais adulto, as aventuras humorísticas e fantásticas de Pemberton. Sirius continua sozinho a série de 1974 a 1980, após Forton ter emigrado para os Estados Unidos. Em 1977, após a criação do suplemento Le Trombone Illustré, parodia a série de um certo Penthergast. Por razões de saúde, abandona a BD e vive os últimos anos na Costa Blanca, no sul de Espanha.

Jacques Laudy

Argumentista, Desenhador
(Bélgica) Schaerbeek, 7 de Abril de 1907 - Woluwé-Saint-Lambert, 28 de Julho de 1993

Jacques Laudy é um dos primeiros artistas da revista Tintin, em conjunto com Hergé e Edgar P. Jacobs. Nascido em Schaerbeek, filho do pintor Jean Laudy, estuda Belas Artes em Bruxelas no início de 1920. Durante este período, conhece os seus futuros colegas Jacques van Melkebeke e Edgar P. Jacobs. Em 1940, Laudy estreia-se na revista Bravo!, ilustrando capas e histórias, desenhando  séries de BD como Bimelabom et Chibiche e Gust le Flibustier. Introduz Edgar Jacobs na Bravo! e, assim, colabora na estreia deste grande mestre da BD. Além disso, Laudy cria Buonamico em Grand Coeur, e contribuiu para o ABC e Petit Monde. Em 1946, está envolvido no lançamento da edição belga da revista Tintin. Para as primeiras edições da revista, ilustra histórias como Les Quatre Fils Aymon e Rob Roy e, em 1948, inicia a sua série Hassan e Kadour a partir de argumentos de Jacques van Melkebeke. Em 1952, Laudy interrompe esta série para fazer David Balfour, com argumento de Yves Duval e baseado na obra de Robert Louis Stevenson. Laudy também está presente em Petits Belges com L'Histoire comique de Charles Quint et autres contes (1953-1958) e também com novas histórias de Hassan e Kadour (1960-1962). Em 1962, abandona a BD para se dedicar à pintura. Em 1993, publica um livro sobre Edgar P. Jacobs, falecendo no mesmo ano.

Jacques Van Melkebeke

Desenhador, Argumentista
(Bélgica) 12 de Dezembro de 1904 - 8 de Junho de 1983


Amigo de Hergé e Jacobs, colabora nos argumentos de algumas aventuras de Tintin e de Blake e Mortimer. Jacobs afirma que Melkebeke é uma das fontes de inspiração de Philip Mortimer. Durante a ocupação alemã, Melkebeke é responsável editorial do Le Soir Jeunesse, suplemento do diário Le Soir, o que lhe vale uma condenação por colaboração com o ocupante nazi. Por esta razão, após a Guerra, Melkebeke não pode conservar o posto de chefe de redacção da revista Tintin, para a qual havia sido convidado. A acusação de "colaboracionismo" impede-o de seguir uma carreira no jornalismo, obrigando-o a usar o pseudónimo Jacques Alexander. Para muitos, Van Melkebeke é considerado "o homem da sombra" da BD franco-belga.

François Craenhals

Argumentista, Desenhador
(Bélgica) Ixelles, 15 de Novembro de 1926 - Montepellier, 2 de Agosto de 2004

François Craenhals inicia a sua carreira na BD em 1948 no Le Soir Illustré. Aqui conhece Fernand Cheneval e criam Karan, uma série inspirada no Tarzan, produzindo nove episódios. Em 1952, é contratado para a revista Tintin, onde cria Rémy et Ghislaine, a sua primeira grande série. De seguida, aparece Pom & Teddy.
Durante um largo período, Craenhals trabalha para a abadia de Averbode, concebendo, em 1958, a história de O Milagre de Lourdes.
Em 1955, junta-se ao jornal La Libre Belgique, para o qual desenha a série Primus et Musette. Craenhals foi também um ilustrador versátil, ilustrando romances de Georges Chaulet, como foi Os 4 Ases. A partir de 1964, estes romances são adaptados para uma série de BD.
Em 1966, Craenhals cria a sua série mais famosa, Cavaleiro Ardent , que é publicada na revista Tintin. Enquanto continua com as séries Os 4 Ases e Cavaleiro Ardent, adapta, em 1982, as aventuras de Fantômette para BD. Na década de 1990, muda-se para Riviéres-de-Theyrargues, no sul da França, onde continua a trabalhar até falecer em 2004 na cidade de Montpellier.

René Goscinny

Desenhador, Argumentista
(França) Paris, 14 de Agosto de 1926 - Paris, 5 de Novembro de 1977


René Goscinny nasce em Paris em 1926, mas com apenas dois anos de idade muda-se com os seus pais para a Argentina. Aqui frequenta a escola francesa de Buenos Aires, onde o pai é professor de matemática. É nesta escola que Goscinny publica nos boletins escolares Notre Voix e Quartier Latin as suas primeiras ilustrações e textos. Em 1942, forma-se em Belas Artes, um mês antes de o seu pai falecer. Após o curso, emprega-se como ilustrador numa agência de publicidade.
Em 1945, o tio de Goscinny convida-o para o visitar nos Estados Unidos e aí  encontra trabalho como tradutor. Entretanto, é convocado para o serviço militar em França. Regressado aos EUA, instala-se em Brooklyn, iniciando uma carreira artística. Em 1948, torna-se assistente num pequeno estúdio, onde conhece jovens artistas americanos como Harvey Kurtzman, Willy Elder, John Severin e Jack Davis, que, em 1952, seriam os fundadores da revista MAD. Conhece, igualmente, Joseph Gillain, mais conhecido como Jijé, e Maurice de Bevere, o Morris, com que iria trabalhar em Lucky Luke de 1955 até à sua morte em 1977.
Entretanto, trava conhecimento com Georges Troisfontaines, chefe da agência World Press, uma empresa que fornece BD para a revista Spirou. É assim que Goscinny escreve alguns episódios para As Mais Belas Histórias do Tio Paulo, bem como um episódio de Jerry Spring. Goscinny torna-se então chefe da secção de Paris da World Press. Aqui, conhece Albert Uderzo, com quem inicia uma longa cooperação. Começam com alguns trabalhos para Bonnes Soirées, uma revista feminina, para a qual Goscinny também produz a série Sylvie com o desenhador Marciais. Goscinny começa igualmente, em 1952, uma colaboração com o periódico La Libre Junior, onde permanece até 1957. Aqui cria o humorístico João Pistolão e Luc Junior com Uderzo, assim como Fanfan et Polo com Dino Attanasio e Alain et Christine com Marciais.
Em 1955, Goscinny, acompanhado por Charlier, Uderzo e Jean Hébrard, funda o sindicato Edipress/Edifrance. O sindicato lança publicações como Clairon para uma união fabril e Pistolin para uma empresa de chocolate. Goscinny e Uderzo colaboram no periódico Jeannot com a série Bill Blanchart, João Pistolão em Pistolin e Benjamin et Benjamine na revista com o mesmo nome. Em Risque-Tout, Goscinny cria em 1955, Le Capitaine Bibobu. Com o pseudónimo Agostini, cria, com Jean-Jacques Sempé, Le Petit Nicolas para o Le Moustique e, mais tarde, para o Sud-Ouest e Pilote.
Em 1956, Goscinny inicia uma colaboração com a revista Tintin. Aqui escreve algumas histórias para os desenhadores Jo Angenot e Albert Weinberg, trabalha em Spaghetti, com Dino Attanasio, Senhor Tric com Bob De Moor, Prudence Petitpas com Maréchal, Globul le Martien e Alphonse com Tibet, Modeste e Pompon com André Franquin, Strapontan com Berck e Humpá-Pá com Uderzo. Além disso, Goscinny trabalha para as revistas Paris-Flirt (Manequim Lili, com Will) e Vaillant (Boniface et Anatole com Jordom e Pipsi com Godard).
Em 1959, o sindicato Édifrance / Edipresse lança a revista Pilote, onde Goscinny se torna um dos escritores mais produtivos. Na primeira edição da revista, é lançada a sua mais famosa criação, Astérix, com desenhos de Uderzo. Esta série foi um sucesso imediato, sendo, atualmente, uma das séries mais vendidas no mundo. Na Pilote, Goscinny relança a série Le Petit Nicolas e João Pistolão, assim como cria as séries Le Jacquot Mousse e Tromblon et Bottaclou com Godard. Entretanto, a revista é comprada em 1960 por Georges Dargaud e Goscinny torna-se editor-chefe. Dá início a novas séries como Les divagations de Monsieur Sait-Tout (com Marciais), La Potachologie Illustrée (com Cabu), Les Dingodossiers (com Gotlib) e La Forêt de Chênebeau (com Mic Delinx). Com Tabary, lança na revista Record Calife Haroun El Poussah, uma série que foi mais tarde publicada na Pilote rebaptizada Iznogoud. Além de BD, Goscinny escreve variados argumentos para a televisão. Mas é através do grande sucesso de Astérix e Lucky Luke, que Goscinny se tornou um dos argumentistas mais importantes e famosos da BD europeia.

Liliane & Fred Funcken

Fred Funcken
(Bélgica) Verviers, 5 de Outubro de 1921 - Bruxelas, 16 de Maio de 2013

Liliane Finken
(Bélgica) Soignies, 17 de Julho de 1927 

O casal Fred e Liliane Funcken especializa-se na BD histórica desde a sua primeira colaboração na revista Tintin em 1956. O seu trabalho é caracterizado por um estilo realista, oferecendo à sua arte um toque clássico. Fred Funcken começou a sua carreira profissional como ilustrador na revista Spirou e Bonnes Soirees, corria o ano de 1939. Um ano mais tarde, junta-se aos estúdios de Guy Depierre, iniciando-se na BD. Nos seus primeiros trabalhos utilizou uma variedade de pseudónimos, como Fred Gu, Fred Dye, John Dick, Ranch, Bones Mac, Lyon Léo e Hugo Hector.
Ao longo da década de 1940, ilustra séries como Bob Hunter para o L'Eclair, Tuller Tommy e Roberjac para a Bimbo, bem como Akkor, Roi de la Planète e Robin Moderne. Colabora com artistas como Marcel Moniquet e Fernand Cheneval. Desenha para a Jeep Blondine e episódios heróicos e cria Clem et Shorty em 1956.
Ingressa na revista Spirou, onde desenha vários episódios de As Mais Belas Histórias do Tio Paulo e, mais tarde na Tintin, inicia a série histórica O Cavaleiro Branco, inicialmente com argumentos de Raymond Macherot.
O casal adapta vários clássicos à BD, como Le Comte de Monte-Cristo. Desde 1956, Fred começa a colaborar com sua esposa Liliane (Liliane Schorills). Ao longo da década de 1950 e 1960, criam séries como Harald o Viking, Jack Diamond, Tenente Burton, Capitan e Doc Silver..

Hachel

Hubert Lampert
Argumentista, Desenhador
(Bélgica) 28 de Outubro de 1945

Hubert Lambert tira uma pós-graduação em ilustração do Instituto Saint-Luc, em Liége. Enquanto estuda, cria as suas páginas humorísticas na revista Spirou, chamados Més aventures sans Paroles (1965 a 1967). Em 1967, torna-se  assistente de Mittéï , trabalhando n’ O Incrível Désiré e Modeste e Pompon. Também colabora com Edouard Aidans em Bob Binn, Tunga e Os Franval. Em 1969, inicia a sua própria série para a revista Tintin, o trabalhador temporário Benjamin. As pranchas, com argumentos de Michel Dusart, aparecem na revista Tintin até 1980.
Pouco depois de sua pós-graduação, realiza a aventura realista Yves Saint-Georges  para a revista La Wallonie, bem como as tiras humorísticas Puppy et Charlequin.  Hachel também assume Dic Dinn de Edouard Aidans para o Vers l'Avenir. Durante um curto período na revista Achille Talon, desenha uns gags de Papa Talon, pai do personagem criado por Greg, Achille Talon.
Em 1975, Hachel adapta em BD o filme da Belvision Gulliver à Lilliput, publicado na revista Tintin em 1980. Hachel deixa a revista Tintin no início de 1980 e funda o Estúdio Hachel, através do qual ilustra milhares de páginas de jogos para a agência ALI. Para esta mesma agência, cria Lil & Skip. Mais tarde, funda a Hachel International, uma empresa que internacionalmente representa cerca de 100 artistas.

Mundo de Aventuras (1ª fase)

Datas de publicação: #1 (18 de Agosto de 1949) a #1252 (20 de Setembro de 1973)
Dimensões aproximadas:
Fase 1: [#1-#44] => 280x400 mm
Fase 2: [#45-#462] => 215x290 mm
Fase 3: [#463-#511] => 185x265 mm
Fase 4: [#512-#1252] => 140x215 mm
Cor: P/B, 2 cores (fase 1,2,3). 4 cores, 2 cores, P/B (fase 3). P/B (fase 4).
Periodicidade: Semanal
Director:
[#1 a #20] Mário de Aguiar
[#21 a #44] José de Oliveira Cosme
[#170 a #170] Mário de Aguiar
[#462 a #1252] José de Oliveira Cosme
Propriedade: Aguiar & Dias, Lda.


Séries publicadas:
Adam & Evans, Agente Secreto X-9, Águia Branca, Aníbal, Anita Diminuta, Aranha, Archie o Robot, Arco Negro, Arizona Bill, Arrows (Os), Artur o fantasma justiceiro, Barney Baxter & Snuffy Smith, Barracuda, Bat Masterson, Benitin & Eneas, Big Ben Bolt, Bill Hantley, Billy Bunter, Billy the Kid, Billy West, Bob & Bobette, Bob Colt, Bob Steele, Bonanzam, Bozo, Brad Morgan, Brick Bradford, Buck Jones, Buck Ranger, Buck Rogers, Buffalo Bill, Burt Travis & Gary Stewart, Buscadores (Os), Buz Sawyer, Capitão Águia, Capitão Audaz, Capitão Bravo, Capitão Ciclone, Capitão Condor, Capitão Cormoran, Carson's Cub, Casey & The Champ, Casey Ruggles, Cavaleiro Mascarado (O), Cisco Kid, Clay Cody, Comando de Aço, Comandos Vagabundos, Cooper, Coyote, Cuto, Dan Flagg, Daniel Boone, Dave & Damon, Davy Crockett, Davy Jones, Dick, Dick Daring, Dick Tracy, Diego Araña, Dirk Storey, Don Mason & Vic Dawes, Don Starr, Doutor Morg, Drago, El Quebrado, Eric o Homem do Norte,  Escorpiões do Deserto (Os), Fantasma, Fantasma Gladiador, Fantasma Viking, Fishboy, Flash Gordon, Frank Savage, Furão, Gabby Hayes, Garra d'Aço, Garrett, Garth, Gene Autry, General Johnny, Gringo, Gunmaster, Hopalong Cassidy, Hotel Safari, Índio Suarez, Inspector Ryan, Jack Shepard, Jak o Justiceiro, Jacques Flash, Janus Stark, Jeff Arnold, Jeff Cobb, Jeff Hawke, Jet-Ace Logan, Jim & Ralph, Jim Bowie, Jim Bridger, Jim Canada, Jim das Selvas, Jim Hawk, Joe Gatilho, Joe Palooka, John Maroc, Johnny Coogar, Johnny Galáxia, Johnny Hazard, Justiceiro (O), Kansas Kid, Ked Maynard, Kenneth Lee, Kerry Drake, Kid Gloves, Kirk Fallon, Kit Carson, Lance, Larry Bannon, Leach Tarrant, Les Tarron, Lesley Shane, Lone Ranger, Louis Bernard, Lúcio o xerife, Lucky Logan, Luís Vilar, Lynch, Machado Negro, Mandrake, Mara, Mark Trail, Matt Dillon, Matt Marriott, Maxwell Hawke, Merlo, Mike & Rusty, Mike Martin, Mike O'Hara, Mirian Lane, Mochicani, Monstros de Cera, Monte Hale, Morg, Mundos Gémeos, Mustang Gray, Mytek, Nelson Lord, Nero Wolfe, Nick Halliday, Olac, Paddy Pane, Paul Loder, Paul Temple, Pete o Vagabundo, Peter Stevens, Philip Masterman, Pica-Pau, Pif, Pioneiros da Esperança, Plácido & Mosca, Plastic Man, Príncipe Valente, Procópio, Professor Crabbe, Rádio Patrulha, Ragnar, Rahab, Ralph O'Connor, Red Buck, Red Canyon, Red Devil Team, Red Ryder, Redondinho, Redutor, Rhoda Trail, Rick Martin, Rip Kirby, Rob Riley, Robin dos Bosques, Robin Malone, Rod Cameron, Rory Macduff, Ross Fletcher, Roy Colly, Roy Masson, Roy and the Rovers, Roy Rogers, Rui Cazapo, Rui Novais, Rusty Riley, Saber, Sam Billie Bill, Sargento Dragão, Sargento Kirk, Sargento Preston, Sargento Rijo,  6 Gladiadores (Os), Serpente, Sexton Blake, Simon Lash, Skid Solo, Smiley Burnette, Spike & Dusty, Steve Canyon, Steve Roper, Stormy Red, Sunday, Superman, Tarza, Teddy Ted, Temas Bíblicos, Terry e os Piratas, Tex Ritter, Tex Turner, Texas, Texas Kid, Thunderbolt, Tim Kelly, Tim Tyler's Luck, Tom o Vingador, Tomahawk Tom, Tonecas (As lições do), Toni Tormenta, Troy & Raven, Trucutu, Typhoon Tracy, Vingadores (Os), Watami, Wes Slade, Will Madigan, Zama, Zeca, Zip Nolan

One-shots publicados:
Em breve

[actualizado em 17-3-2015]

Roger Mas

Roger Masmonteil
Desenhador, Argumentista
(França) 17 de Maio de 1924 - 28 de Agosto de 2010


Roger Mas é conhecido por ter substituído Cabrero Arnal na série Pif, publicada no L'Humanité e, posteriormente, na revista Vaillant. De 1955 a 1965, Roger anima a série Spoutnik no mensário Pif e no jornal L'Humanité. Em 1967, Mas abandona a série Pif para continuar a série Pifou e para criar a série Léo Bête com Jean Sanitas para o Pif Gadget. Em 1968 e 1969, Roger Mas faz uma breve aparição na revista Tintin com a série Késako. A partir de 1987, ilustra novas aventuras de Pifou para uma revista com o mesmo nome. Reforma-se no início da década de 90.

José Cabrero Arnal

Desenhador, Argumentista
(Espanha) Barcelona, 7 de Setembro de 1909 - Antibes, 7 de Setembro de 1982

Arnal inicia o seu percurso como carpinteiro e, posteriormente, como mecânico de máquinas de calcular. Mas às escondidas do seu pai, vai enviando os seus desenhos a várias editoras espanholas. Assim, o periódico Pocholo publica Guerra no país dos insectos em continuação, durante os anos de 1933 e 1934, Paco Zumba (1935), Castarilla Detective (1936) e muitas outras histórias. Paralelamente, colabora na revista TBO e dá vida a um cão chamado Top. Em 1936, Arnal voluntaria-se nas milícias republicanas da Guerra Civil espanhola. Dois anos depois, para fugir à prisão, instala-se em França. Contudo, é deportado em 1940 para o campo de Mathausen. Acabada a 2ª Guerra Mundial, regressa a Paris, encontra René Moreu, director do Vaillant e dá início a uma longa colaboração com aquela publicação do Partido Comunista Francês. Cria as séries Placido e Mosca, Clopinet, Le Canard Oscar e o célebre cão Pif. Enfermado de doença grave, vai abandonando as suas séries a outros desenhadores, como Roger Mas e Jacques Nicolao.


Victor De La Fuente

Pedro Victor De La Fuente Sanchez
Argumentista, Desenhador
(Espanha) Ardinasa de Llanes, 1927 - (França) Mesnil Saint-Denis, 2 de Julho de 2010

Victor de la Fuente iniciou-se na BD nos anos 1940 nos estúdios López Rubio. À época, colabora em revistas como Maravillas, Palayos Flechas e Chicos. Parte depois para o Chile, onde funda uma agência de publicidade. Contudo, continua a trabalhar na BD, co-lançando a revista El Peneca e desenhando para a Dell Publishing de Nova Iorque. Em 1959, volta à Europa, onde ilustra várias histórias sobre guerra para a Fleetway de Londres, assim como para a Thompson DC.
Em 1967, conhece o argumentista Victor Mora, criando, no ano seguinte, o western Sunday. Após desenhar doze episódios da série, volta à publicidade. Para a revista Trinca, De la Fuente cria Mathai Dor e Haxtur e para as revistas Eerie e Creepy desenha várias histórias curtas. Em meados dos anos 70, De la Fuente regressa ao género do western com Amargo, publicado pela Hachette. Colabora em séries históricas diversas como L'Histoire de France en Bandes dessinées e Charles de Gaulle.
No campo da fantasia, cria Haggarth para a revista À Suivre. Depois de alguns trabalhos para Elvifrance e um western erótico (Mortimer), lança em 1979 a série Les Gringos, escrito por Jean-Michel Charlier. A série foi recuperada nos anos 1990 com argumentos de Guy Vidal. A partir de 1983, De la Fuente trabalha com Victor Mora em Os Anjos de Aço, publicado na revista Pilote e mais tarde na Charlie Mensuel. Na década de 80, De la Fuente trabalha com o argumentista François Corteggiani na série Francis Falko e alguns episódios da série Tex Willer. Na década de 90, Victor de la Fuente junta-se ao argumentista Alejandro Jodorowsky (Dieu Jaloux) e Patrick Cothias (Josué de Nazaré).

Pierre Tranchand

Pica
Desenhador 
(França) 21 de Janeiro de 1953


Após obter a licenciatura em arquitectura em 1977, Tranchand, torna-se desenhador profissional de BD em 1978. Desde então, Pica publicou mais de 3000 pranchas em diversos periódicos: Djin, Trio, Pistil, Formule 1, Pif, Tintin, Circus, Gomme, Triolo, Hello Dédé, le Journal de Mickey, Spirou, Chut! je lis. É autor de A Escola de Bruxos, com textos de François Corteggiani, série publicada no Le Journal de Mickey. Trabalha igualmente para a Spirou, onde desenha Les poules à lier, com textos de G. Bouchard. Também com este argumentista, publica pela Casterman a série Croco et Fastefoude. Cria Les Profs, cujo primeiro álbum obém o prémio Alphart Jeunesse do Festival de Angoulême de 2001.

Luc Warnant

Desenhador
(Bélgica) 30 de Abril de 1956

Warnant inicia os primeiros passos na BD no Estúdio Aidans em 1975, publicando alguns episódios de Cartes Blanches na revista Spirou. Em 1981, cria o seu primeiro personagem, Timothée Octave Wang. Em 1984, realiza a sua única história completa em 44 pranchas: Le satue vivant. Paralelamente, Warnant realiza três histórias curtas completas (Le Long voyage com textos de Desberg em 1981, P'tit Beurre e Le Miroir aux alouettes com textos seus em 1984). Investe na publicidade e associa-se com Tome para criar a série Soda. Contudo, abandona a série no decorrer do terceiro álbum e começa a trabalhar, exclusivamente, em publicidade.

Willy Lambil

Willy Lambillote
Argumentista, Desenhador
(Bélgica) Tamines, 14 de Maio de 1936

Willy Lambil, cujo verdadeiro sobrenome é Lambillote, estuda Belas Artes em Bruxelas e começa a trabalhar como letrista para a revista Spirou com a idade de dezasseis anos. Aprende a profissão de desenhador de BD, enquanto trabalha nos estúdios de ilustração da Dupuis, fazendo lay-outs para as coleçcões como Gags de Poche e ilustrações para Bonnes Soirées. Em 1959, cria a sua primeira história em BD: o primeiro episódio da série Sandy et Hoppy. Esta série realista, sobre um menino e o seu canguru vive, vários anos, na revista Spirou. Depois da morte de Louis Salvérius em 1972, assume o desenho da série humorística sobre a Guerra Civil dos EUA, Os Túnicas Azuis, escrito e criado por Raoul Cauvin. Como projecto paralelo, Lambil e Cauvin criam Pauvre Lampil em 1973. Nesta série de gags autobiográficos, os autores dão um olhar para dentro da vida de um artista de BD e do seu argumentista.

Louis Salvérius

Salvé
Desenhador (Bélgica) 
Soignies, 1930 - n.d., 23 de Maio de 1972

Louis Salvérius, que na maioria das vezes assina como Salvé, é conhecido como o primeiro desenhador da série de sucesso Os Túnicas Azuis na revista Spirou. Após o serviço militar, em 1955, começa a trabalhar no estúdio de arte da Dupuis Publishing House. A sua primeira ilustração foi publicada na Risque-Tout, e desde então, fornece inúmeras ilustrações realistas e humorísticas para a Spirou. Realiza os lay-outs para as coleções de livros de bolso como Les Merveilles de la Vie e Gags de Poche, e, também, trabalha como cameraman no departamento de animação TVA . Depois de um tempo, Salvé regressa à BD, começando com um mini-livro escrito por Yvan Delporte, Ao longo da década de 60, Salvé faz vários mini-livros com personagens como Tim et Tom e Petit Cactus, cooperando com argumentistas como Rosy, Devos e Deliège. Para as páginas normais do Spirou, produz a série humorística do indiano Whamoka et Whikilowat com Devos (1963-67) e, mais tarde, Ginarino Le Sicilien com Gavazzi (1967-68). Além disso, colabora com Jamic em ilustrações para livros de western na coleção Carrousel. Em 1968, Salvérius começa a trabalhar com o argumentista Raoul Cauvin. Juntos, criam a popular série Os Túnicas Azuis, uma série humorística sobre a cavalaria americana durante a Guerra da Secessão. Inicialmente uma série de gags e histórias curtas, Salvé e Cauvin acabam por tornar as histórias em histórias completas, que são publicados em álbuns pela Dupuis. Infelizmente, Salvérius morre depois de quatro álbuns, e nunca experimenta o sucesso actual da série. A obra foi assumida por Willy Lambil.

Louis-Michel Carpentier

Desenhador
(Bélgica) Uccle, 24 de Março de 1944

Depois de estudar na Académie des Beaux-Arts, em Bruxelas, Louis-Michel Carpentier começa a trabalhar nos Estúdios Belvision, colaborando nos filmes de animação de Astérix, Tintin e Lucky Luke. A partir de 1975, Carpentier adapta alguns romances da Condessa de Ségur para BD para a Casterman. Em 1980, inicia uma colaboração com o argumentista Raoul Cauvin com a série Os Toiotes para a Casterman e, mais tarde, para Lombard. Além disso, produzem L'Année de la Bière no Archers, uma série humorística que, mais tarde, continua na Dupuis sob o nome Du cutê de Chez Poje. Em 1985, com Claude Armant, cria a série Humour en Tranch(é)es, um álbum cheio de humor negro. Continua esta série a solo sob o título Le Jeur le Plus Con. Junta-se a outros artistas como Malik, Kox e Jidéhem para criar o álbum colectivo Chansons Cochonnes.

Berck

Arthur Berckmans
Desenhador, Argumentista
(Bélgica) Louvain, 3 de Maio de 1929


Arthur Berckmans ingresssa, em 1958, após uma experiência no desenho publicitário, na revista Tintin e cria a série Strapontam, com argumento de René Goscinny e, depois, de Jacques Acar. Seguem-se algumas séries com Yves Duval no argumento: Rataplan (1961), Panchico (1963, Ken Krom (1965) e Lady Bound (1967). Em 1967, Berck abandona o Tintin e ingressa na revista Spirou, criando Capitaine Mulligan (argumento de Raymond Macherot). Em 1970, com Raoul Cauvin cria a série humorística Sammy.

Book Tree

Estado: Activa
Morada: Av. Duque d'Ávila Nº 23, 1000-138 Lisboa
E-mail: yg@booktree.pt
Link: www.booktree.pt
Telefones: (+351) 21 310 00 89

A Booktree é uma editora portuguesa, com sede em Lisboa, vocacionada para as áreas da Banda Desenhada e da literatura infantil.Publicou também várias obras sobre a temática do futebol, com biografias sobre Jardel, Luiz Felipe Scolari, as notas do treinador László Bölöni e ainda um Dicionário do Futebol.


Séries publicadas:
Agente 212, Aldebaran, Algernon Woodcock, Assassino (O), Bruce Kid, Campeões, Cogito Ego, Conquista de Lisboa, Cotton Kid, Dexter London, Dirty Henry, Djinn, Garfield, Golden City, Henriette, Imortal, Índia Dreams, Jérôme Moucherot, Maluquinhos da Bola, Niklos Koda, Peter Pan, Ring Circus, Soda, Terras Quiméricas

One-shots publicados:
  • Éden 2.0, 2010, Luís Louro [2010]
  • As mil e uma noites de Xerazade  (Les 1001 nuits de Schéhérazade), 2001, Éric Maltaite [2002]
[actualizado em 23-3-2015]

Daniel Kox

Desenhador, Argumentista
(Bélgica) Bruxelas, 4 de Fevereiro de 1952

Daniël Kox faz a sua estreia profissional na BD na revista Samedi Jeunesse em 1970. Em 1972, ajuda Dino Attanasio em Spaghetti. Ingressa na revista Spirou, em 1974, estreando-se na secção Carte Blanche. Trabalha nos estúdios de Peyo e assiste Francis em Marc Lebut. Além disso, junta-se ao argumentista Raoul Cauvin para criar a série humorística O Guarda 212. A série logo se torna uma das mais populares da revista Spirou, sendo publicada em álbum pela Dupuis desde 1981. De 1978 até 1981, também realiza Les Indésirables, para a qual elabora igualmente os argumentos. Colabora com Louis-Michel Carpentier, Malik e Jidéhem em Chansons Cochonnes, uma série colectiva para a editora Topgame (1990-1992).

Laudec

Desenhador
(Itália) 4 de Junho de 1947

Originário do sul de Itália, emigra, com apenas três anos, com os seus pais para a Bélgica, instalando-se na cidade de Antuérpia. Como prémio de bom aluno, Laudec recebe um álbum das aventuras de Spirou. O entusiasmo leva-o à decisão da opção de desenhador de banda desenhada. Contudo, a sua subsistência económica, Laudec com um diploma de técnico de electrónica e automatismos, obriga-o a aceitar um emprego como mecânico de automóveis. Durante alguns anos, colabora em vários fanzines belgas. Após ganhar um concurso de BD, Mittei convida-o para seu assistente. Confrontado com a decisão de continuar os estudos em electrónica e a banda desenhada, opta pelo que acha mais seguro, e continuando os estudos, dedicando as noites e os fins-de-semana a ilustrar  Les Contes de Curé-la-flûte para a revista Spirou, com argumentos de Mittei. De seguida, colabora com François Walthéry na série Natacha. Em 1986, decide dedicar-se por completo à BD e com Raoul Cauvin lança a sua série mais famosa: Cédric.

Philippe Bercovici

Thelónius
Desenhador
(França) Nice, 5 de Janeiro de 1963

Philippe Bercovici tinha apenas catorze anos de idade, quando as suas primeiras páginas foram publicadas na secção Carte Blanche da revista Spirou. Dois anos depois, a partir de argumentos de Raoul Cauvin, faz Les Grands Amours Contrariées, histórias humorísticas de amor, posteriormente recolhidas em álbum pela Dupuis, em 1982. Em 1981, Bercovici e Cauvin iniciam a sua série de sucesso, Batas Brancas. Enquanto continua a trabalhar na sua série de sucesso com Cauvin, Bercovici inicia uma longa colaboração com o argumentista François Corteggiani. Juntos, concebem as séries Robinson et Zoé (em Gomme, 1982), Le Magnifique Kostar (em Circus, 1984), Barnabé, Envoye Especial, Big Bang Orchestra (em Je Bouquine, 1986), Yann et Julie (em P'tit Loup, 1989) e Le Grand Panic Circus (em Pif Gadget). Além disso, produzem álbuns como Testar le Robot (Fleurus, 1987) e Téléfaune (Dargaud, 1993). A partir de 1989, Bercovici está presente no magazine belga L com Leonid et Spoutnika, uma série de gags escritos por Yann. Em 1994, começa Cactus Club com François Gilson na revista Spirou. Usando Thelonius como pseudónimo, cria O Boss, uma série sobre o editor-chefe do Spirou, escrito por Zidrou. Além disso, Bercovici realiza ilustrações para várias campanhas publicitárias. Com o artista holandês Gerrit de Jager, cria Adam en Eva. Esta série é publicada em L'Echo des Savanes, uma revista em que Bercovici também faz L'Ensexyclopedie com Jean-Michel Thiriet. Em Le Journal de Mickey, inicia a série humorística Maison avec Jardin com textos de Zépo e com Noblet cria AdoStars em 2007.

Tico

Datas de publicação: #1 (19 de Dezembro de 1974) a #12 (1975?)
Dimensões aproximadas: 170x240 mm
Cor: P/B
Director: Roussado Pinto
Propriedade: Portugal Press


Séries publicadas:
Agente Secreto X-9, Billy the Kid, Buz Sawyer, Dogfight Dixon, Dr. Kildare, Fantasma, Jane, Mandrake, Romeo Brown, Tiffany Jones

[actualizado em 17-1-2015]

Pat Tourret

Desenhadora
(Grã-Bretanha)

Pat inicia a sua carreira como colorista de bandas desenhadas destinadas a crianças. A sua grande criação é Tiffany Jones com argumento de Jenny Butterworth para o Daily Sketch em 1964.

Séries publicadas em Portugal:
Tiffany Jones

[actualizado em 25-11-2014]

Jenny Butterworth

Argumentista
(Grã-Bretanha) 

Esposa de do argumentista Mike Butterworth, Jenny estudou na London University, sendo bacharel em artes. A sua grande actividade de escritora situa-se nas décadas de 60 e 70. As maiores criações são  Wulf the Briton, ilustrado pelo italiano Ruggero Giovannini, Patti desenhada por Bob Hamilton e Tiffany Jones com desenhos de Pat Tourret.

Séries publicadas em Portugal:
Tiffany Jones

[actualizado em 25-11-2014]

Horacio Altuna

Desenhador, Argumentista
(Argentina) Cordoba, 24 de Novembro de 1941


Autodidacta, Altuna inicia-se na profissionalização de desenhador com 24 anos. Em 1967, inicia uma colaboração com a editora Colomba de Buenos Aires que se prolonga até 1975. Durante este período, cria várias personagens como Bif Norman (textos de Robin Wood), Hilario Corvalan (textos de Sérgio Almendre) e Kabul (textos de Oesterheld). Entre 1973 e 1976, Altuna realiza várias trabalhos para a editora inglesa Flettway. Em 1975, conjuntamente com o seu compatriota Carlos Trillo, cria El Loco Chavez. O sucesso da série é enorme, que é adaptada à televisão. Em 1982, instala-se em Espanha, onde trabalha para as edições Toutain, nas revistas Zona 84, Comix International, Cimoc e Play Boy. Em 1986, desenha Chances, uma história de ficção política, vencendo o prémio Yellow Kid para o melhor desenhador  no salão de Lucca. Em 1990, publica Charlie Moon e Otages de Noel.

André Beautemps

Argumentista, Desenhador
(Bélgica) Waudrez, 16 de Abril de 1948 - Binche, 14 de Abril de 1978

Depois de alguns estudos artísticos, André Beautemps faz formação em BD com Eddy Paape. Após vencer um concurso realizado pela Lombard, Beautemps começa a sua carreira na revista Tintin. Para esta revista cria a série do piloto de aviação Michael Logan. No início da série, assume os argumentos, mas será Jean Van Hamme que escreverá os seguintes. Em 1975, trabalha com o escritor Henri Vernes na série Karga. Uma morte prematura deixa um episódio de Michael Logan inacabado.

Francis Vallès

Desenhador
(França) Saint-Etienne, 11 de Dezembro de 1959

Vallès frequenta a École des Beaux-Arts de Saint Etienne. Em 1983, lança-se na BD, publicando Une Enquête à chaud qui jette un froid para a revista Triolo. Trabalha com Je Bouquine, adaptando várias obras como  Les Trois Mousquetaires ou Oliver Twist. Em 1989, com Bocquet, ilustra a série Dorian Dombre para a Glénat. Para a mesma editora, desena a saga de Os Mestres Cervejeiros com textos de Jean Van Hamme. Posteriormente, cria a série Tosca com argumentos de Stephen Desberg.

Jornal Record


Jornal desportivo fundado em 26 de Novembro de 1949.
Na compra do jornal e de um acréscimo de preço, os leitores adquiriam o álbum da semana.

Séries publicadas:
Blake e Mortimer

[actualizada em 20-11-2014]

Étienne Schréder

Desenhador, Argumentista
(Bélgica) Bruxelas, 1950


Estudante de Direito e Criminologia, trabalha, durante cinco anos, numa penitenciária. É em 1989 que surge os primeiros trabalhos de BD em preto branco para a revista (À Suivre). Em 1990, decide passar a ser desenhador a tempo inteiro, participando na elaboração gráfica do filme Taxandria de Raoul Servais e publica vários álbuns em diversos editores como O Segredo de Coimbra, Loups, La Couronne en papier doré, Les Architectes du temps e Le Crocodile enchaîné. Colabora com Alain Goffin, François Schuiten, Bernard Yslaire, Ted Benoit... Assina Le vol d'Icare e o argumento de  Ecce Homo.

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